Instituto Pensar - Festival de Cannes: Spike Lee chama Bolsonaro de ?gângster?

Festival de Cannes: Spike Lee chama Bolsonaro de ?gângster?

por: Ana Paula Siqueira


Cineasta Spike Lee é o presidente do júri do Festival de Cinema de Cannes. Foto: Vianney Le Caer/Invision/AP

Presidente do júri do Festival de Cannes em 2021, o cineasta estadunidense Spike Lee afirmou na abertura do evento, nesta terça-feira (6), que os presidentes Jair Bolsonaro (Brasil) e Vladimir Putin (Rússia), e o ex Donald Trump (Estados Unidos) são "gângsters? e "vão fazer o que quiserem?.

"O mundo está sendo governado por gângsteres. O Agente Laranja [em referência a Trump], o cara do Brasil [em referência a Bolsonaro] e Putin. São gângsteres e vão fazer o que quiserem. Não têm moral ou escrúpulos, esse é o mundo em que vivemos, e precisamos levantar a voz contra gângsteres como esses.?
Spike Lee

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Confira o vídeo da declaração de Lee

Primeiro negro a presidir o júri de Cannes

O diretor de 64 anos é o primeiro afro-americano a desempenhar a função de presidente do júri. Lee apresentou sete de seus filmes no Festival de Cannes, como "Ela Quer Tudo?, "Faça a Coisa Certa? e "Febre da Selva?.

Em 2018, ele foi premiado com o Grande Prêmio por "Infiltrado na Klan?, baseado na história real de um policial negro que se infiltrou na Ku Klux Klan. Lee é uma figura importante da luta contra a discriminação racial nos Estados Unidos e apoiou a carreira de muitos cineastas afro-americanos.

Pernambucano premiado compõe o júri de Cannes

Cinco mulheres e quatro homens, incluindo o cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho, integram o júri do Festival de Cannes de 2021, que começou nesta terça e vai até 6 a 17 de julho.

Em um período de cinco anos, o cineasta nascido em Recife entrou para o reduzido círculo de diretores habituais de Cannes, com um cinema social com toques de fantasia, mas tão contundente como sua militância contra o conservadorismo que levou Jair Bolsonaro ao poder.

Crítica social

O ex-jornalista e crítico de cinema é o único latino-americano que disputou a Palma de Ouro desde 2016, e duas vezes: com o segundo longa-metragem, "Aquarius?, e o terceiro, "Bacurau?, que venceu o Prêmio do Júri de 2019 em um empate com o francês "Os Miseráveis?.

Em 2016, Aquarius não recebeu nenhum prêmio, mas a participação marcou a edição quando a equipe do longa-metragem denunciou no tapete vermelho um "golpe de Estado? contra a ex-presidente Dilma Rousseff, destituída no mesmo ano pelo Congresso.

Jones Manoel comenta a declaração de Lee

O historiador marxista e colunista do Socialismo Criativo, Jones Manoel, comentou sobre a declaração do cineasta estadunidense e fez um recorte histórico sobre como o Brasil elegeu Jair Bolsonaro.

Com informações do G1 e Uol



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